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ARTIGO – Comércio exterior entre Brasil e o resto do mundo
No ano passado, o Brasil manteve negócios de comércio exterior com as principais economias do Planeta, conforme quadro seguinte.
Corrente de comércio do Brasil (em US$ milhões – em 2008)
Países Exportações Importações
Estados Unidos 27.423 25.626
Argentina 17.605 13.257
China 16.403 20.040
Holanda 10.482 1.476
Alemanha 8.850 12.025
Japão 6.114 6.806
Chile 4.791 4.161
Itália 4.765 4.612
Rússia 4.652 3.331
Bélgica 4.422 1.643
México 4.281 3.125
França 4.125 4.678
Espanha 4.074 2.471
Reino Unido 3.791 2.551
Fonte: MDIC
O quadro acima evidencia o poder de competitividade dos produtos fabricados na China. Enquanto a distância de Buenos Aires não chega a 2.000 quilômetros para os mercados brasileiros, a distância da China é dez vezes maior, aproximando-se de 20.000 quilômetros. No entanto, o volume de comércio Brasil-China (US$ 36 bilhões) é maior do que o volume de comércio Brasil-Argentina (US$ 30 bilhões).
Outro fato muito importante merece ser comentado sobre o comércio exterior brasileiro. Hoje a pauta de exportações está mais diversificada.
Em passado não muito remoto, essa pauta era concentrada em poucos produtos agrícolas. Apenas o produto café representava mais de 75% do total das exportações. Hoje, todavia, café representa pouco mais de 2% da pauta. Novos produtos, principalmente industrializados, de maior valor agregado e que geram mais empregos, passaram a dominar o comércio exterior brasileiro.
Em exportações de aviões de médio porte, por exemplo, para o transporte dentro do próprio País, o Brasil é líder mundial. É mais competitivo do que Canadá e Estados Unidos.
Vários fatores contribuíram para esse bom desempenho do comércio exterior brasileiro nos últimos anos. Uns recentes, outros mais distantes. Vale a pena enumerá-los:
a) privatização dos portos;
b) criação dos terminais alfandegados;
c) abertura da economia;
d) incentivo ao ingresso do capital estrangeiro;
e) incentivo a linhas externas de financiamento;
f) incentivo ao investimento direto;
g) ingresso de novas tecnologias;
h) melhoria da competitividade dos produtos brasileiros no exterior;
i) diversificação da pauta de exportações;
j) política agressiva de conquista de novos mercados externos;
l) simplificação de processos aduaneiros com a melhoria do Siscomex;
m) flexibilização da legislação cambial;
n) manutenção do câmbio livre;
o) preços das commodities no exterior.
Diante desse quadro, será que novamente poderemos dobrar nossas exportações em apenas quatro anos, como tem ocorrido na última década.
Apesar da crise financeira internacional, será que nossos produtos serão competitivos o bastante para dobrar nossas exportações no horizonte de quatro anos? Será que nossas exportações passarão de US$ 198 bilhões em 2008 para US$ 400 bilhões em 2012?
*Graduado em Ciências Econômicas, especialista em Controladoria e Gerência Contábil, mestre em Administração de Empresas, professor da Uniuv.
por: UNIUV
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